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bruno e mar. dormi na praça

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HOJE NA HORA DO CRIME

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TEMOS UM CLÀSSICO... adianto desde já que este problema pode dar polémica, apesar de muitos amigos do policiário apenas optarem por uma solução, a minha opinião pessoal é de que existem duas, e as duas são possíveis, dependendo da maneira de como se lê o problema


um conto de ALLAN NICHOLSON

  Adaptação do conto para problema policial por ABRÓTEA-SETÚBAL

A sala encontrava-se apinhada, nem uma agulha conseguia caber ali, quanto mais uma pessoa. E era com toda a razão que a sala, e não só, se encontrava apinhada, na rua, centenas de pessoas que não foram das primeiras a chegar ao Tribunal, atropelavam-se para conseguir as melhores posições.
Uma voz pediu silêncio e gritou " TODOS LEVANTADOS" o Meretíssimo Juíz vai abrir esta sessão.
Entra também um homem, parece jovem, apesar de abatido, ladeado por dois matulões de um corpanzil de fazer inveja a muitos seguranças, em contraste com o corpo franzino do prisioneiro que por mais absurdo que possa parecer , aparentava maior segurança que todas as pessoas presentes na sala...
Era sem qualquer espécie de dúvida o julgamento do século...
Pensei para comigo " o que viram doze mulheres neste magricelas?. Uma cara afável, sim, um rosto que despertava simpatia, uns olhos azuis que inspiravam confiança, mas e mais?... "
Olhei de novo para o réu, algumas rugas vincavam agora o rosto do homem, desde a última vez que o vira algo tinha mudado e não era para melhor.
O Juíz falou nesse momento tirando-me das minhas cogitações:
- O promotor encerrou a acusação na última vez, pode tomar a palavra o senhor advogado de defesa.
Toda a sala, comigo incluso nessa toda a sala, fixou olhos e ouvidos no homem mais popular no momento, não era o que se podia chamar de advogado dos "pobres", nem tão pouco defendia causas que não dessem brado, nem fizessem história e centenas, digo mesmo milhares de manchetes em jornais e aberturas de noticiários. Nunca, ma mesmo nunca na sua longa carreira tinha perdido uma causa.
- Senhores jurados, peço a vossa atenção - começou o advogado calmamente e apontando o réu- este homem é acusado de assassínio de doze mulheres, durante as anteriores sessões foi massacrado por Sua Excelência o Promotor  , perante a passividade do Meretíssimo, ainda durante essas sessões cada vez mais o laço se apertava em redor do seu pescoço, e todos vós aqui na sala, todos vós sem excepção, li isso nos vossos rostos e vejo-o agora mesmo estão admirados porque nunca interpelei uma só vez as testemunhas. Talvez, talvez não, tenho a certeza absoluta de que querem saber porque não apertei com aquela testemunha que afirmou com toda a sua certeza de que era o réu, o homem que vira numa noite escura e a vinte metros de distância. Deitei borda fora tão oportunas declarações e desperdicei inúmeras oportunidades, porque muitos anos em tribunais ensinam que o carácter de um homem e também a concordância das provas são muito mais importantes que um relógio atrasado ou adiantado cinco minutos.
E continuando - agora peço a todos os jurados e até mesmo a todos os presentes que se lembrem que até à data de hoje nada, absolutamente nada foi encontrado, as vítimas pura e simplesmente esfumaram-se no ar, o que encontraram? Um botão aqui, um salto de sapato lá, um broche acoli, um lencinho acoli..., Se neste momento os senhores jurados fossem deliberar, o veredicto estava dado. o famoso advogado fez uma pausa, respirou e continuou - sei alguma coisa sobre o homem ali sentado, a minha vida começou numa aldeia igual a tantas outras, mudei-me para a cidade onde tudo é igual, meu pai era juíz, e muitos dos meus conhecidos parecem-se tanto com os que aqui se encontram. dos factos que até agora foram narrados e estão transcritos vejo que o réu nos seus 35 anos que viveu na localidade sempre passou despercebido, nem uma só multa, nem uma só repreensão, e isso não é muito comum nos tempos que correm. Basta um copo a mais, uma saída nocturna com a mulher errada e então temos falatório para vários meses, e o que temos aqui? Segundo o testemunho, eis o que aconteceu " uma noite aquele sujeito ali sentado chega ao hotel de uma povoação próxima, o único hotel e se me é permitido designar aquela espelunca por hotel, um homem bem vestido e uma moça sem meias, vejam só, não reparou no rosto da moça, mas sim que não trazia meias, e pediram e conseguiram o melhor quarto. A mulher do gerente afirma que ouviu uma discussão no quarto ocupado pelos dois viajantes durante a manhã seguinte, mais, disse que o homem se retirou sozinho deixando a moça pantada no quarto. Nessa mesma tarde e como as conversas são como as cerejas, a moça entrou num café onde o réu ali sentado bebia uma cerveja, o homem pagou a cerveja e pagou mais uma garrafa de bom cognac, e o par saíu sempre em discussão , a moça nunca mais foi vista...
o erudito promotor não consegue encontrar mais ninguém que tenha visto o casal, mas apresentou como prova um sapato de salto alto encontrado no quarto do réu. Temos mais, uma semana depois foi encontrada uma caixa de pó de camurça verde, cavalo de batalha da acusação, essa caixa pertença de outra dama que foi vista num cinema com o réu, segundo palavras do gerente do próprio, e também outra testemunha jurou ter ouvido uma gargalhada da dita dama, na mesma noite em que foi vista no cinema, em casa do réu. ainda mais outro testemunho que afirmou a pés juntos ter deixado uma garota em determinado endereço, como todas as seguintes e as anteriores nunca mais foi vista nem achada. Uma busca minuciosa revelou uma enorme quantidade de sapatos femininos, e é com isto que a acusação pretende condenar o meu cliente. Talvez que ele não seja flor que se cheire, tudo bem, talvez que não seja dos convidados mais divertidos numa festa, também não é importante porque não estamos aqui para julgar os humores daquela pessoas mas sim as suas qualidades morais, e desse julgamento o meu cliente vive ou morre...
Peço de novo aos senhores jurados e recordo que de acordo com as leis vigentes nenhum homem pode ser condenado por comprar, calçar ou coleccionar sapatos de mulher, por isso espero que o meu cliente apenas seja condenado se não existirem quaisquer dúvidas de que foi ele o autor dos crimes de que é acusado, nenhuma espécie de dúvidas!!!
O pai de uma das vítimas gritou- não existem dúvidas!!!
- Senhores jurados - continuou o causídico - se existirem dúvidas, por mais pequenas que elas sejam, se alguém não está absolutamente certo da culpabilidade do arguido, então absolvam-no. Parou, olhou demoradamente para cada um dos jurados - e afirmo que os senhores DUVIDAM, ainda que não tenham conmhecimento disso...
Várias vozes se ouviram na sala: Não há dúvidas, Não há dúvidas!!!!
o Juíz teve de bater várias vezes com o martelo para impor ordem na sala, após que se fez silêncio de novo o advogado disse:
- E se alguma das moças que todos os aqui presentes, e também os que não estão, têm tanta certeza  que estão mortas, aparecesse por aquela porta, o que falavam? Ainda estariam certos que não existiria dúvidas? Seriam tão positivos em afirmar que qualquer das outras também estaria morta? estariam assim tão certos de não existir quaisquer dúvidas?
Lentamente o causídico ergueu o braço e apontou para uma cortina que cobria a porta dos fundos da sala.
- Senhores jurados, peço-vos que VOLTEM OS OLHOS PARA AQUELA PORTA!
Todos pararam de respirar, enquanto as cabeças, se viravam na direcção apontada. Existia uma afinidade muito grande entre todos ou quase todos os presentes no tribunal. uma rajada de vento fez balançar a cortina que tapava a porta. Depois de segundos que se pareceram séculos, quando o silêncio já era demasiado pesado, o advogado falou:
- Desculpem-me utilizar este pequeno truque, peço perdão a todos, mas o facto é que ninguém passará por aquela porta! Mas EU SOU O ÚNICO QUE TENHO A CERTEZA DISSO! Todos vós pensaram que isso era possível! Nas vossas consciências pairou a dúvida e agora como é? Vão condenar este homem? 
O advogado sentou-se. Alguém sussurou, o arguido está livre, o advogado é fantástico
_________________________
 
O Réu foi condenado o veredicto foi o de culpado, votado por unanimidade.
Um dos jurados percebeu que o réu não olhou para a porta!
e pronto sabem o final, mas e o eterno mas...
EXISTEM MAIS SOLUÇÕES????
QUAIS??? JUSTIFIQUE COMO CHEGOU A ESSA CONCLUSÂO
 
NR: tenho pelo menos mais ..., e esta é uma adaptação do conto que se apresta a isso
 

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UMA DAS PÁGINAS EM PORTUGUÊS QUE FALA DE POLICIARISMO...

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